Imagem: SESA
Uma mobilização histórica da saúde pública do Paraná garantiu uma nova chance de vida para Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos. Moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ela se tornou a primeira paciente paranaense a receber um coração artificial totalmente financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A cirurgia de alta complexidade para o implante do dispositivo de assistência ventricular, conhecido como HeartMate 3, ocorreu no dia 12 de maio no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Após o procedimento e o período de recuperação, Andressa recebeu alta definitiva do Hospital do Rocio no último dia 29 de maio.
Única Alternativa para Sobrevivência
Andressa sofria de um quadro gravíssimo de insuficiência cardíaca crônica, que evoluiu com a dilatação do ventrículo esquerdo, fazendo com que o órgão perdesse a capacidade de bombear sangue para o corpo.
O caso dela apresentava uma complicação extra: devido a um alto grau de sensibilização ocasionado por gestações anteriores, ela tinha incompatibilidade com 99% dos potenciais doadores de órgãos. Isso inviabilizava a fila de espera tradicional por um transplante cardíaco, tornando o coração artificial a única saída terapêutica viável.
Logística e Articulação da Sesa
O sucesso da operação dependeu de uma complexa articulação liderada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que uniu os hospitais de referência do Paraná ao centro especializado em São Paulo. O governo estadual garantiu todo o suporte logístico por meio do programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), incluindo o transporte da paciente em uma UTI aérea.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, celebrou o desfecho como um marco importante:
"A cirurgia foi um completo êxito e ela continuará o acompanhamento por tempo indeterminado. É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O nosso Estado, que já é reconhecido pela referência nacional em doação e transplante de órgãos, também tem capacidade e capilaridade para promover tratamentos de alta complexidade pelo sistema público de saúde. Nenhum paranaense vai ficar sem alternativa."
Atualmente, estima-se que a insuficiência cardíaca atinja cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, sendo uma das principais causas de internações hospitalares no país. No caso de Andressa, o dispositivo implantado passa a fazer o papel mecânico do coração por tempo indeterminado, permitindo que ela retome sua rotina e qualidade de vida.
Via: AEN
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