Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil
Cenas de consumidores parcelando compras em supermercados, farmácias e postos de combustível tornaram-se comuns, mas escondem um perigo estrutural às finanças das famílias. Especialistas do Dieese e da FGV alertam que o uso do crediário para despesas ordinárias desorganiza o orçamento e cria a falsa percepção de que o crédito é um complemento da renda.
A Ilusão da Renda Extra Um dos erros mais graves apontados por economistas é considerar o limite do cartão de crédito ou do cheque especial como parte do salário. "Quem ganha R$ 5 mil e tem um limite de R$ 5 mil não tem renda de R$ 10 mil", adverte a economista Isabela Tavares. O limite deve ser pago integralmente com o salário do mês para evitar os juros abusivos do rotativo.
Dados de Inadimplência O cenário atual é preocupante:
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Atualmente, 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes no Brasil.
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A maior parte das dívidas em atraso (47,1%) é com bancos e instituições financeiras.
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De cada 100 devedores, 78 pertencem à faixa de renda de até dois salários mínimos.
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O volume de dívidas não quitadas no Sistema Financeiro Nacional chega a R$ 238,5 bilhões.
Educação Financeira como Solução O planejamento financeiro é a principal ferramenta para evitar que o consumidor caia no "dreno" do sistema financeiro, onde juros altos consomem grande parte do rendimento do trabalho. A recomendação é clara: o crédito deve ser reservado para bens duráveis e de maior valor, e nunca para financiar o consumo imediato e básico.
Via: Agência Brasil
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