FIFA dispara preços de ingressos e adota "tarifa dinâmica" para a final da Copa do Mundo 2026

FIFA dispara preços de ingressos e adota

Imagem: Jamie Sabau - FIFA/FIFA via Getty Images

 

A busca por um lugar na final da Copa do Mundo de 2026 tornou-se um desafio financeiro sem precedentes. Durante a reabertura das vendas nesta quarta-feira, a FIFA surpreendeu torcedores ao elevar o valor do ingresso mais caro para a decisão no MetLife Stadium (Nova Jersey) para US$ 10.990 — cerca de R$ 56.636,00 na cotação atual. O montante representa um salto considerável em relação aos US$ 8.680 cobrados em dezembro, logo após o sorteio dos grupos.

A entidade máxima do futebol está utilizando o sistema de preços dinâmicos, onde os valores oscilam conforme a demanda, modelo comum em aplicativos de transporte e shows internacionais. A prática, no entanto, gerou fortes críticas. No Congresso dos Estados Unidos, 69 parlamentares democratas enviaram uma carta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmando que a estratégia torna o evento "o mais financeiramente exclusivo e inacessível da história", contrariando a missão de promover o futebol de forma inclusiva.

Valores por Categoria e Falhas no Sistema

A reabertura das vendas foi marcada por instabilidades técnicas. Muitos usuários enfrentaram filas de horas e redirecionamentos incorretos no site oficial. Além da final, outras categorias e jogos de abertura sofreram reajustes:

  • Categoria 2 (Final): Subiu de US$ 5.575 para US$ 7.380 (aprox. R$ 38 mil).

  • Categoria 3 (Final): Saltou de US$ 4.185 para US$ 5.785 (aprox. R$ 29,8 mil).

  • Abertura no México: Ingressos disponíveis por US$ 2.985 (aprox. R$ 15,3 mil).

  • Estreia do Canadá: Valor fixado em US$ 2.240 (aprox. R$ 11,5 mil).

Para os torcedores das 48 seleções confirmadas — incluindo as últimas classificadas: Bósnia-Herzegovina, RD Congo, República Tcheca, Iraque, Suécia e Turquia — a FIFA prometeu uma cota de ingressos populares a US$ 60 (R$ 309), destinada aos fãs mais fiéis de cada federação, embora a quantidade seja limitada (entre 400 e 700 por equipe).

Mercado de Revenda e Regulação

A FIFA mantém seu próprio mercado oficial de revenda, onde cobra uma taxa de 15% tanto de quem compra quanto de quem vende. Infantino defendeu a prática como uma atividade comercial legal sob as leis americanas, apesar de grupos de torcedores europeus terem apresentado queixas formais à Comissão Europeia devido aos custos proibitivos.

Órgãos de defesa do consumidor e federações esportivas desempenham funções fundamentais no licenciamento de bilheterias, monitoramento de práticas comerciais e fiscalização contra abusos de preços. Esse trabalho de vigilância técnica e jurídica é essencial para garantir a equidade no acesso a eventos de massa, assegurando que a comercialização ocorra com transparência e credibilidade institucional, protegendo o direito do torcedor e o patrimônio cultural que o futebol representa globalmente.

Via: CNN Brasil

 

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