Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo durante a Copa do Mundo 2026

Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo durante a Copa do Mundo 2026

Imagem: Paulo Pinto

 

O Ministério da Saúde emitiu um alerta epidemiológico sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil. O motivo é o intenso fluxo de viajantes esperado para a Copa do Mundo 2026, que será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam surtos ativos da doença.

A preocupação das autoridades é com o retorno de brasileiros infectados ou a chegada de estrangeiros que possam trazer o vírus para o território nacional, ameaçando o status de "país livre de sarampo" conquistado pelo Brasil em 2024.

Cenário Crítico na América do Norte

Diferente do Brasil, os países-sede do Mundial vivem um agravamento nos casos da doença:

  • Canadá: Registrou mais de 5 mil casos em 2025 e perdeu a certificação de país livre da doença.

  • México: Saltou de 7 casos em 2024 para mais de 6 mil em 2025.

  • Estados Unidos: Notificaram 2.144 casos no último ano e já registraram centenas de ocorrências apenas em janeiro de 2026.

Orientações para quem vai viajar

Para quem pretende acompanhar os jogos de perto, a recomendação é checar a caderneta de vacinação com antecedência. A vacina Tríplice Viral é a única forma de prevenção eficaz.

  1. Dose Zero: Bebês de 6 a 11 meses devem ser vacinados pelo menos 15 dias antes do embarque.

  2. Adultos até 29 anos: Devem ter duas doses registradas no cartão.

  3. Adultos de 30 a 59 anos: Devem ter pelo menos uma dose comprovada.

  4. No Retorno: Caso apresente febre e manchas vermelhas após a viagem, procure uma unidade de saúde imediatamente e informe o destino visitado.

Brasil em Vigilância

Embora o Brasil mantenha a circulação endêmica sob controle, o risco é considerado alto devido aos bolsões de pessoas não vacinadas. Em 2025, o país confirmou 38 casos, sendo que 94,7% das vítimas não tinham histórico vacinal.

"Casos importados vão acontecer, mas o objetivo é impedir que eles se tornem surtos. Viajar com a vacinação em dia é um ato de responsabilidade coletiva", destaca Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Via: Agência Brasil

 

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