Imagem: Reprodução Bem Paraná
A lei que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras completou seu primeiro ano de vigência no início de 2026, consolidando uma transformação profunda no ambiente escolar. O que antes era apontado como o principal "vilão" da concentração tornou-se um aliado pedagógico controlado. Segundo dados do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe), o reflexo imediato foi sentido nos boletins: em algumas instituições, o índice geral de reprovação despencou mais de 70%, com turmas de 9º ano registrando zero retenção em 2025.
A Lei nº 15.100/2025, sancionada em janeiro do ano passado, proibiu o uso recreativo dos aparelhos, permitindo-os apenas para fins educativos sob supervisão. No Paraná, a medida foi reforçada por normativas da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que já restringiam os dispositivos. Para educadores, o maior ganho foi o "resgate humano". O isolamento digital nos intervalos deu lugar a conversas, jogos e interações presenciais, reduzindo inclusive os índices de cyberbullying em 77%, conforme aponta a Frente Parlamentar Mista da Educação.
Pedagogia e Saúde Mental em Foco
A mudança não significou a abolição da tecnologia, mas sim uma readequação de seu status. O celular agora integra metodologias ativas para pesquisas rápidas e desafios lançados pelos professores em sala. De acordo com Gil Vicente Moraes, diretor do Sinepe/PR, a aceitação dos alunos foi surpreendente. "Houve o entendimento dos próprios estudantes de que o uso excessivo prejudicava a aprendizagem. A ocupação deles hoje é ser estudantes", afirma.
Nas escolas estaduais do Paraná, o cenário de "silêncio digital" abriu espaço para atividades criativas nos intervalos. A Seed-PR relata a disseminação de:
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Intervalos Dançantes: Promoção de música e dança coletiva.
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Jogos e Brincadeiras: Resgate de atividades interativas e jogos de tabuleiro.
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Cantos de Leitura e Artesanato: Grupos de leitura e até aulas de crochê durante o recreio.
Impacto no Ensino Superior e Famílias
O sucesso da medida na educação básica já começa a ecoar nas universidades. Pelo menos seis instituições de ensino superior no estado já sinalizaram a adoção de restrições semelhantes para 2026, visando recuperar a atenção plena dos acadêmicos. Além disso, a lei abriu um canal vital de diálogo com as famílias sobre os limites da exposição digital e a importância do equilíbrio para preservar a saúde mental dos jovens.
Secretarias de Educação e órgãos reguladores desempenham funções fundamentais no licenciamento de diretrizes pedagógicas e no monitoramento do clima escolar. Esse trabalho de vigilância técnica e acompanhamento estatístico é essencial para garantir que as inovações metodológicas respeitem o desenvolvimento cognitivo dos alunos, assegurando que a tecnologia sirva como ponte para o conhecimento e não como barreira para a convivência social e a saúde emocional dos estudantes.
Via: Bem Paraná
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