Imagem: g1 PB
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou o edital do Enem 2026 com avanços significativos na política de acessibilidade. Pela primeira vez na história do exame, candidatos diagnosticados com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) terão direito a um acompanhante autorizado nos dias de prova para suporte emocional.
A medida inédita também se estende a participantes com fibromialgia, síndrome crônica que causa dores generalizadas e fadiga extrema. O objetivo é garantir que esses estudantes tenham condições equitativas de realizar o exame, minimizando os impactos de crises agudas ou limitações físicas durante a aplicação das provas.
Como Funcionará o Suporte Especializado
Para usufruir do novo recurso, o candidato deve seguir protocolos rígidos de segurança e comprovação:
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Acompanhante de Suporte: O profissional ou pessoa de apoio não ficará dentro da sala de aplicação. Ele permanecerá em uma sala reservada e monitorada por fiscais, sendo acionado exclusivamente em situações de necessidade de acolhimento ou estabilização emocional.
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Apoio Logístico: O espaço também servirá para profissionais que auxiliam participantes com mobilidade reduzida ou necessidades específicas de alimentação e higiene.
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Solicitação: É obrigatória a apresentação de documentação comprobatória (laudo médico) no ato da inscrição para a análise e aprovação do Inep.
Acessibilidade em Números e Recursos Disponíveis
O Enem consolidou-se como uma das avaliações mais inclusivas do mundo. Além das novas categorias, o exame oferece uma vasta gama de recursos, como videoprovas em Libras, provas em Braille (incluindo a redação), auxílio ledor, tempo adicional de 60 minutos e mobiliário adaptado.
O reflexo dessas políticas é visível nas estatísticas: entre 2022 e 2025, o número de participantes que utilizaram atendimentos especializados saltou de 30.856 para 89.770, representando um crescimento expressivo de 191%.
Políticas de Inclusão e Democratização do Ensino Superior
A adaptação de grandes exames nacionais às necessidades neurodiversas e de saúde crônica é um passo fundamental para a justiça social e a democratização do acesso à educação.
Órgãos de gestão educacional, o Ministério da Educação (MEC) e o Inep desempenham funções fundamentais no licenciamento de protocolos de acessibilidade, monitoramento de desempenho e fiscalização da aplicação das provas. Esse trabalho de vigilância técnica e pedagógica é essencial para eliminar barreiras físicas e psicossociais, assegurando que o Enem ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo o sonho dos jovens paranaenses e garantindo que o acesso à universidade avance com rigor e eficiência em todo o território nacional.
Via: g1
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