Imagem: Adriano Machado
O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026. A revisão consta do boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta terça-feira (22). Para 2027, a projeção de expansão da economia foi ajustada de 2,5% para 2,3%.
Segundo a pasta, o rebaixamento na projeção para este ano reflete o desempenho mais fraco do setor de serviços, cuja expectativa de alta caiu de 2,4% para 1,8%, e da indústria, revisada de 2,1% para 1,7%. A desaceleração dos serviços é atribuída ao menor efeito do primeiro semestre e aos impactos defasados do ciclo de juros sobre a demanda das famílias. A agropecuária compensou parte da queda, com revisão positiva de 1,8% para 2,8%.
Inflação e taxa de juros
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,1% para 4,9%, impulsionada pela desaceleração no grupo de alimentos e serviços. Apesar do alívio, a projeção permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com limite de tolerância até 4,5%.
Para 2027, a previsão de inflação subiu de 3,6% para 3,8%, sob impacto do fenômeno El Niño sobre a safra agrícola e a produção de carnes.
Destaques do boletim e do cenário monetário:
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PIB 2026: Projetado em 2% (ante 2,3%).
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PIB 2027: Projetado em 2,3% (ante 2,5%).
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IPCA 2026: Ajustado para 4,9% (ante 5,1%).
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IPCA 2027: Ajustado para 3,8% (ante 3,6%).
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Política Monetária: O Banco Central manteve a Selic em patamar contracionista a 13,75% ao ano. Na ata do Copom divulgada nesta terça-feira, a autoridade monetária ressaltou que a pressão sobre a demanda exige restrição prolongada, sem antecipar os próximos passos do ciclo de calibração dos juros.
Via: CNN Brasil
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